quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Na terra de Nobel - Parte 2

Voltei para a Noruega no domingo e já tenho visitas MUITO especiais. Minha mãe e minha irmã chegaram ontem do Brasil e vão passar dez dias comigo!

Mas por enquanto o assunto ainda é Suécia.

De quarta a domingo ficamos na casa de um outro casal escandinavo-latino: Janne (sueco) e Adriana (mexicana). Essa segunda parte da viagem envolveu menos crianças e mais álcool.

Pergunta rápida: quantas marcas de cerveja existem no mundo? Chuta. Eu não faço idéia, mas se você quiser conhecer mais de 2000 delas, vá ao bar Delirium Tremens, em Gotemburgo.

É verdade, esse bar tem cerveja do mundo inteiro. Do Brasil havia quatro: Brahma (que é fácil encontrar na Suécia), Brahma Light, Lokal e a "famosa" Samba do Brasil (???).

Mas o legal é experimentar cervejas "exóticas". O difícil é escolher entre tantas. Na primeira rodada, o Erik tomou a Owusu Dark, de Benin, o Janne tomou uma cerveja impronunciável da Rússia e eu tomei a egípcia Pharaonen. Erik achou que acertou na escolha quando a cerveja chegou e ele leu no rótulo: GOOD FOR LOVE MAKERS.

Owusu, Seaquinevasseusavaesqui e Pharaonen.

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Nenhuma das três é assim uma Bohemia, mas elas dão pro gasto. Na segunda rodada pedimos cervejas de países mais tradicionais, como Inglaterra e Bélgica. Eu provei a belga Delirium Tremens, que dá nome ao bar e foi eleita (pelo menos é o que dizem) a melhor cerveja do mundo. Aparentemente, quem toma sai delirando e vendo elefantinhos rosas. Se não acredita, clique aqui.

Depois disso tudo ainda fomos tomar caipirinhas e comer um belo salmão na casa da Cris (carioca) e do Jörn (alemão). Com direito a assistir episódios de Os Normais no home theater depois do jantar. Muito bom!
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Erik, Cris e Jörn.

Finalmente, no sábado fomos à festa de aniversário de uma amiga do Erik. Tirando o fato de que foi a noite mais fria do verão (10 graus) e estávamos sentados no jardim, a festa foi ótima. Com direito até a cachaça!


Adriana e Janne. Roupinhas básicas de verão, né?


Sim, todos usavam esse chapeuzinho.


Pitú, Original do Brasil. A cachaça "evaporou" rapidinho da garrafa.

Volto depois com notícias e fotinhos da minha família!!! :)
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Beijos!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Na terra de Nobel - Parte 1

Para os cinéfilos
Desde sábado, Erik e eu estamos visitando o país de Ingmar e Ingrid Bergman (que não são parentes, por sinal) e Greta Garbo.


Para os músicos
Desde sábado, Erik e eu estamos visitando o país do ABBA, Roxette, The Cardigans, Eagle-Eye e Neneh Cherry (esses sim são irmãos) e Ace of Base.


Para os bêbados
Desde sábado, Erik e eu estamos visitando o país da Absolut Vodka.


Para os que não fazem idéia do que eu estou falando
Desde sábado, Erik e eu estamos visitando a Suécia.


Sim, estamos na vizinha Suécia, país que produz Volvo, Ericsson, Electrolux, Tetra Pak e diversos famosos filmes pornôs (foi o que me disseram).

Nossa viagem se resume a visitar amigos do Erik. Como ele morou em Gotemburgo durante 14 anos, vocês podem imaginar que nossa agenda está cheia.

No sábado visitamos o Mattias, que muitos amigos meus do Brasil conhecem. Ele e a Mia têm uma filhinha de dois anos e agora eles estão grávidos novamente.


Mattias, Mia e eu.



Linnea, filhinha do casal.


Criança é o que não falta nessa viagem. Aproveitamos para encontrar o Johan e a Patrícia, um casal de amigos que mora em São Paulo, mas que estava de férias aqui. A filhinha deles faz um ano em outubro.



Sienna e seu penteado moicano-natural.


Passamos três dias em Falkenberg, uma cidadezinha a uma hora de Gotemburgo, onde mora a família que foi nos visitar em julho (vide postagem "Visita da Suécia").


Sissel, Fredrik, Johan, eu e Anne.


Erik, eu e Fredrik.
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É em Falkenberg que se encontra a segunda praia mais bonita da Suécia. Lembra um pouco a praia de Santos. Quem já foi a Santos sabe que isso não é exatamente um elogio.


Acho que o Fredrik precisa de uns óculos escuros.



Estrategicamente usando a criança pra esconder a barriga.


Só pra finalizar, ontem vi o filme dos Simpsons. Então adotei a idéia do blog da Cris e "me Simpsonizei". Eis a Mariana Simpson:


Felizmente não nasci em Springfield.

Quando voltar pra Noruega coloco fotos do resto da viagem. Beijos e fiquem com Deus.

domingo, 5 de agosto de 2007

Malas, blues e afins

Hoje é domingo e uma das malas finalmente chegou. A outra ainda não, mas pelo menos já tenho metade das minhas coisas de volta. Segundo a Air France, há mais de mil malas atrasadas e às vezes a etiqueta de identificação se solta. Por isso ontem tive que enviar uma lista de tudo que eu trouxe, para então a Air France passar as malas por um raio-x e encontrar as minhas.

Fazer essa lista dá uma tristeza! Pensar em tudo que você pode ter perdido... Claro que na pior das hipóteses você recebe uma grana. Mas quanto vale um cd do U2 autografado pela banda toda? Não tem preço! Bono, desculpa, na próxima vez eu juro que o cd viaja na bagagem de mão.

Engraçado é que a mala que eu recebi hoje é teoricamente a mais difícil de identificar, pois é igual a todas as outras e tinha basicamente só roupas dentro. A outra tem uma logomarca gigante na frente e duas raquetes de tênis dentro. Vai entender esses franceses!

Mas mudando de assunto...

Ontem passamos a tarde em Notodden, uma cidade aqui perto onde acontece todos os anos um festival de blues. Ao longo do tempo o festival já recebeu nomes como B.B. King e Buddy Guy, mas esse ano eu tive que me contentar com o show de uma banda sueca, que acabou sendo muito bom (e grátis!). Mas nada comparado ao show dos Abluesados, a banda de blues do meu querido amigo Rodolfo (vocês ainda vão ouvir falar dela).


Richard Tehler & The Licktones (de Gotemburgo, Suécia)



Rua principal de Notodden. A paisagem ao fundo parecia uma pintura.


Casal blues. O chapéu era de um amigo do meu cunhado.

Para finalizar, uma lista de coisas vistas em Notodden que não encontramos no Brasil todos os dias:
- um par de Havaianas custando 80 reais (tirando aquelas com tiras de ouro da H.Stern)
- um homem (bêbado) andando pelas ruas fantasiado de coelho (nem no Carnaval!)
- uma banda de blues misturado com heavy metal (isso existe?) chamada Al Jazeera (deveria ser Al-Qaeda, pois era uma verdadeira bomba)
- banheiro químico com papel higiênico (sim, juro que é verdade!)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Sem lenço, sem documento

Algumas pessoas gostam de passar uma tarde em Itapuã. Minhas malas são mais chiques e resolveram passar uma tarde em Paris. O problema é que até hoje não voltaram. Pois é, cheguei à Noruega na segunda-feira à tarde e quando não encontrei as malas fui informada de que elas deveriam chegar à noite. Só esqueci de perguntar "à noite de que dia?"

Hoje de manhã me disseram que as malas foram localizadas e estão realmente em Paris. Menos mal. Mas não há previsão de entrega. Ótimo. Por enquanto vou fazendo minhas comprinhas que serão reembolsadas pela Sra. Air France. Merci beaucoup!

E enquanto não há mais novidades, seguem algumas fotinhos tiradas no Brasil. Infelizmente não consegui ver todo mundo que eu queria. Nem mesmo tirei fotos com todos os amigos que encontrei. Mas todos eles sabem que, apesar da distância, moram no meu coração. De verdade.


Amigo é coisa pra se guardar....ah, não, já tá ficando brega!



Priminho e priminhas. Não esqueçam da "tia" que mora longe, hein! Pensem no futuro mochilão pela Europa!

sábado, 14 de julho de 2007

Mari i Rio

Temporariamente, o blog muda de tema. "Mari i Norge" vira "Mari i Rio". Ou você ainda não havia deduzido que "Mari i Norge" significa "Mari na Noruega"? ;)

Além de matar a saudade da família, dos amigos e da Cidade Maravilhosa, esta curta viagem também serve para acompanhar os jogos Pan-Americanos do Rio. Ontem fui à festa de abertura no Maracanã com a minha mãe e a minha irmã. Foi linda!!!


Antes da festa, com a tocha bem pertinho.

Durante a entrada dos atletas.


Delegação brasileira.


Joaquim Cruz acendendo a tocha. Estava escuro no estádio (se clicarem na foto dá pra ver melhor).


Eu, Juju, minha mãe e a tocha acesa.


Na entrada do Mário Filho. Detalhe da mosca que passou em frente ao meu pescoço na hora da foto.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Visita da Suécia

Só para atualizar vocês. Parou de chover na sexta-feira, nenhuma ponte caiu e o Jazz Festival voltou a ser o assunto principal. E foi na sexta que chegaram alguns amigos do Erik da Suécia: Johan, Sissel e os filhos Fredrik (4 anos) e Anne (1 ano).

Alguns amigos meus devem lembrar de uma foto do Fredrik bebê. Ele era aquele nenêm Michelin, cheio de dobrinhas, muito fofo.


A caminho de um parque para brincar com animais.


Crianças adoram animais.


E eu adoro crianças.


Não dá vontade de morder essas bochechas?


Não preciso dizer mais nada.


Olha o presentinho que eles trouxeram da Suécia!

As visitas foram embora no domingo, quando voltou a chover. Mas não estou preocupada com chuva em Kongsberg agora. Afinal, próxima parada: Rio de Janeiro!!!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A ponte do rio que cai

Hoje começou o Festival de Jazz de Kongsberg. Mas as manchetes dos jornais não são sobre música e as câmeras fotográficas não apontam para palcos e artistas. Afinal, o Festival de Jazz acontece todos os anos, mas chuva como a de agora não se vê igual há mais de 50.

A minha faxina de domingo não foi nada comparada à faxina que São Pedro está fazendo no céu de Kongsberg. Desde segunda-feira não pára de chover aqui. Não pára!

Tanta chuva já está causando estragos. O rio transbordou e virou o assunto do momento. Sem exageros. A enchente de Kongsberg é a principal notícia até no "Jornal Nacional" norueguês.


Vista da varanda. A pista de ciclismo está embaixo d'água.


O pior de tudo é que duas pontes da cidade estão interditadas porque correm o risco de desabar. Pode parecer exagero, mas os números assustam. As pontes foram construídas para suportar uma pressão de 840 m3 (metros cúbicos) de água por segundo. Nesse momento o nível está em 880 m3.



Ponte Nova e o rio. Alguém arrisca um surfe??


Com isso, a cidade está dividida. Ninguém pode passar pela "Nybrua" (Ponte Nova), que liga o leste (onde eu moro) e o oeste (onde eu estudava). O caminho de casa para a escola, que eu costumava fazer em cinco minutos, agora levaria uns 20, no mínimo, porque eu teria que andar até a "Gamlebrua" (Ponte Velha), que não está fechada. Os nomes das pontes daqui são bem originais, né?



Meu apartamento no topo do prédio vermelho.


Em caso de afogamento, tente nadar até a bóia.


Momento Paulo Coelho misturado com Al Gore

Estava olhando a paisagem da varanda e comecei a refletir sobre o mundo e a natureza. Nunca houve um mês de junho tão quente na Noruega como o desse ano. Agora a quantidade de chuva também é recorde. Já faz algum tempo que a natureza está tentando nos mandar um recado. Infelizmente, parece que muitas pontes terão que cair antes que a gente comece a agir de verdade. Só espero que não seja tarde demais.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

De Cinderela a Gata Borralheira

Sexta-feira: festa. Sábado: festa. Domingo: faxina. Fim de semana agitado e muito produtivo.

Jantar brasileiro

Carol, Elaine, Anita e eu.

Recebemos três brasileiras (de Rio Bonito) para jantar conosco na sexta-feira. Para ser mais exata, duas brasileiras e uma norueguesinha de 2 anos, a Anita. Explicando rapidamente, a Carol veio morar na Noruega porque a mãe dela, Elaine, é casada com um norueguês, com quem teve a Anita.


Anita não é uma fofa?

Depois da picanha e das caipiroskas, Elaine, Erik e eu terminamos a noite no Krag's, um pub aqui da cidade. Noite bem divertida.

Rock 'n' roll all night!

A Liv, que trabalha com o Erik, havia nos convidado para uma festa com três shows ao ar livre no sábado, em uma casa a uns 20 minutos daqui.

Lá pelas 16h estávamos meio desanimados porque parecia que ia chover. Foi quando a Liv ligou e disse: "O tempo está lindo aqui!". Pegamos o carro e fomos pra casa dela, que fica perto do local da festa.

Depois de alguns comes e bebes (no meu caso, só água, pois estava dirigindo), andamos por uns dez minutos no meio do mato para chegarmos à festa. Mas o passeio foi lindo.


A caminho da festa, com a Liv.


Havia uma ponte no meio do caminho, no meio do caminho havia uma ponte.


No local da festa. Cidade do Rock?!?!

Depois de muita lama, chegamos ao local. Assistimos aos shows sentados na grama. Se tirassem as roupas e incluíssem maconha, poderia dizer que estava em Woodstock. :)

Curtindo minha cerveja sem álcool. Hummm, que delícia!

A última apresentação foi de uma banda cover do Pink Floyd. Bem legal, mas não assistimos até o final porque depois que o sol se pôs, lá pelas 23h, ficou muuuito frio. Fomos embora 1h da manhã.

Domingo legal

Foram pelo menos quatro horas de faxina e arrumação no domingo. Limpamos tudo, jogamos coisas fora e até mudamos os móveis. No quarto de hóspedes havia uma mesa que ninguém usava e no nosso quarto tínhamos um sofá-cama que só servia como depósito de roupas usadas do Erik, então resolvemos trocá-los de lugar.

Nova arrumação do quarto.

Já que estava no clima de limpeza, depois do banho resolvi fazer as unhas, enquanto o Erik preparava uma caipiroska de morango deliciosa. Fica aqui uma importante lição: se beber, não tente tirar cutícula.

Mas mudando de assunto, na quarta-feira começa o Festival de Jazz de Kongsberg, o segundo maior da Noruega. São os quatro dias mais agitados do ano, com shows o dia inteiro e gente por todos os lados. Vamos torcer pra São Pedro colaborar.