sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Descobrindo Kongsberg

Depois do sucesso do último post (inclusive fui chamada para participar do novo reality show Norway's Next Top Model), resolvi continuar a série "Noruega para turistas". Depois de Oslo, já está mais do que na hora de mostrar um pouco de Kongsberg. Afinal de contas, já sou praticamente uma kongsberguiana. Ou será kongsberguense?

Introdução básica. Kongsberg é uma cidade de cerca 23 mil habitantes localizada 80 km ao sudoeste de Oslo. Apesar de pequena, é importante economicamente porque possui muitas grandes empresas do ramo de petróleo. O negócio aqui é ser engenheiro!

O legal é que muitas dessas empresas têm escritórios no Rio (ou em Macaé) e, entre uma viagem de negócios e outra, muitos noruegueses acabam conhecendo brasileiras. Juntando os que se mudam pra cá a trabalho, o fato é que isso aqui, ôô, é um pouquinho de Brasil, iáiá: Kongsberg é a cidade norueguesa com a maior proporção de brasileiros.

Agora turisticamente falando. Vejamos, Kongsberg não possui nenhuma das 14 maravilhas do mundo. Os lugares mais visitados da cidade não são exatamente atrações turísticas: a mina de prata e a igreja. OK, a estação de esqui atrai gente de outras cidades no inverno. Mas eu decidi mostrar locais diferentes de Kongsberg.



Moedas na ponte

Parte das moedas norueguesas é fabricada em Kongsberg. A prata extraída das minas era usada na fabricação das moedas (essas minas deixaram de funcionar em 1957). Em uma das pontes de Kongsberg (Ponte Nova, como é conhecida) há representações dessas moedas.


Pescador



Estão achando que só a Orla Bardot tem estátua de pescador na beira d'água? Deve ser por isso que Kongsberg é conhecida como "Búzios norueguesa". (Conhecida assim, claro, entre as pessoas que nunca foram a Búzios.)


Urso


Não me perguntem por que existe a estátua de um urso no meio de Kongsberg. Se não me engano, a placa diz que foi um presente de um banco em homenagem ao aniversário da cidade. Mas por que um urso? Vou ficar devendo a explicação.


Igreja de vidro


OK, a igreja eu consigo explicar. Foi um projeto de um grupo de estudantes de design (ou arquitetura, talvez?) para a escola. Mas o resultado ficou legal e a igreja foi "doada" à cidade. Não dá pra entrar, é apenas uma "escultura", digamos assim.


Birger Ruud



Mais uma estátua! Esse mocinho saltando no esqui é Birger Ruud, considerado o melhor saltador de esqui do mundo na década de 30. Ganhou vários ouros em Olimpíadas de Inverno. Ele nasceu e morreu em Kongsberg, o que explica a homenagem.


Algo elétrico



Primeiro pensei que fosse uma cabine telefônica fashion. Podia ser também um banheiro público chique. Mas esse negócio aí em cima é apenas uma cabine elétrica. Sei lá se esse é o nome, só sei que tem a ver com fios e eletricidade. (Sim, eu seria uma ótima guia turística!)


Por hoje é só. Bom fim de semana!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Assuntos aleatórios

Enquanto não começo a trabalhar vou inventando coisas para me distrair. Malho, leio livros, dou umas voltas. Na semana passada comecei um curso de yoga. Já estou me sentindo muito mais zen.

Outra distração é a bicicleta. Há algumas semanas o Erik comprou uma pra ele e outra pra mim. Presente de aniversário adiantado. Moro bem no centro da cidade, então quase todos os lugares que frequento ficam a uma distância "andável". Mas como pedalar é mais gostoso, tenho aproveitado bastante o presente.



Depois de 12km pedalando, pausa para sanduíche, cerveja e sudoku.



Para quem ainda não sabe, estou aprendendo violão. Sempre quis tocar, mas nunca tive paciência e/ou tempo de aprender. Pratico todos os dias e já estou sentindo a evolução. Se eu não conseguir emprego vou começar a tocar na rua (muito comum aqui na Europa). Posso colocar um aviso "Me dê uns trocados e eu prometo parar de tocar."
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Arrasando no dó maior...

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Ok, agora o assunto que vai causar mais risadas. Na semana passada participei de um desfile de roupas da Mongólia. Fui convidada por uma menina que estudou comigo, Khalium. Ela trabalha como babá na casa de uma moça que importa roupas da Mongólia e organizou um desfile em um café aqui no centro.

Antes que os engraçadinhos venham com piadinhas, eu já adianto: sim, sou uma modelo mongol!

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Qualquer semelhança com Gisele Bündchen é mera... necessidade de óculos!

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Olha, que chique, ganhei até uma rosa no final.

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Podem zoar. Admito que isso merece. :)

Só um PS. Vocês viram que o Lula esteve aqui na semana passada, né? Eu não tive o "prazer" de vê-lo pois o meu cartaz "Fora Lula" bloqueou a minha visão. Segundo o Rafa Reis, um amigão que eu a-d-o-r-o, é melhor eu me cuidar porque o Lula não leva bons fluidos por onde passa. Hahaha, amei.
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Beijos!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Oslo para turistas

Feriadão no Brasil, que beleza. Aposto que estão todos em frente à TV para assistir à parada de 7 de setembro e ao pronunciamento do Excelentíssimo Presidente Lula.

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Fala sério! O importante é o fim de semana prolongado, não é mesmo?

Sei que ninguém vai ler esse post tão cedo porque no momento todos estão presos no engarrafamento que já chega a 15 km na Via Lagos. Isso para quem já chegou tão longe porque houve um acidente na Ponte Rio-Niterói e o trânsito está p-a-r-a-d-o! Rio-Santos, então....desistam de Angra, queridos!

Ai, que saudade de pegar engarrafamento.


Mas voltando à Noruega...

Como prometi, separei algumas fotos da visita que minha mãe, minha irmã e eu fizemos a Oslo. Só para fazer uma introdução, Oslo é a capital da Noruega (espero que isso não seja novidade para ninguém) e também a maior cidade do país, com 550 mil habitantes - cidade grande para os padrões locais. Oslo é muito bonita, mas é também uma das cidades mais caras da Europa.

Começamos o dia no Vigeland Park, provavelmente a atração turística mais visitada da cidade. É um parque enorme que contém mais de 200 esculturas de bronze e granito feitas por um único artista: Gustav Vigeland (daí o nome do parque).

A principal escultura do parque chama-se Monolitten e tem 14 metros de altura.



Minha mãe, Juju e o Monolitten.

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O Monolitten é formado por 121 pessoas "amontoadas" (e nuas) subindo aos céus. Representa o desejo do homem de encontrar o espiritual e o divino. No Brasil, com certeza o significado não importaria e as pessoas carinhosamente chamariam a escultura de algo como "a grande suruba".
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Será que havia modelos-vivos?


Uma das fontes do parque.


A segunda mais famosa escultura é o Sinnataggen ou "Garotinho Bravo", bem menor do que o Monolitten. Como o nome diz, é um menininho com cara de irritado e pose de Chiquinha do Chaves quando chora.


Usei todo o talento adquirido nas aulas de teatro do colégio para posar para a foto.


Juju, para não contrariar seu sangue japonês, queria tirar foto com praticamente todas as esculturas. Sabiamente, eu estava lá para impedir. Pelo menos vemos que ela se divertiu.


Juju se achando uma modelo de Vigeland.



No que será que ela estava pensando?



Visão mais ampla do parque.


Finalmente saímos do parque e fomos visitar o Palácio Real para bater um papo com o Rei Harald e a Rainha Sonja, mas eles não estavam lá. Coincidentemente chegamos bem na hora da troca da guarda, o que eu, particularmente, acho um programa de índio. Viu uma vez, bastou.



Três princesas em frente ao palácio.



Bandinha que toca durante a troca da guarda.

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Pausa para dois momentos "Você sabia?":
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1) O serviço militar na Noruega é obrigatório para os homens. Durante o ano em que serviu, o Erik era um desses guardinhas do castelo e, claro, participava da troca da guarda.

2) Uma das irmãs do Rei Harald mora no Rio. Ela é casada com um empresário norueguês que é um dos donos da Aracruz Celulose.



Em frente ao castelo começa a Rua Karl Johan, a principal do centro de Oslo. É essa aí atrás na foto.



Nem só nas florestas vivem os trolls. Esse aí a Juju encontrou na Karl Johan.


Depois de andarmos a Karl Johan inteira, fomos lanchar no Akker Brygge, um lugar bem gostoso (e caro!) na beira do mar.
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Ao lado do Akker Brygge fica o Nobel Peace Center. O Prêmio Nobel da Paz é entregue em Oslo e todos os outros são entregues em Estocolmo. O Nobel Peace Center exibe exposições e conta a história de Alfred Nobel e de todos os vencedores do Nobel da Paz.



Aturar a Juju-fotógrafa durante o passeio já nos elegeria para um Nobel da Paz.


Ainda vimos uma exposição bem legal que estava acontecendo ao ar livre em frente ao Nobel Peace Center. Fotos lindas do "mundo selvagem" tiradas pelo fotógrafo Steve Bloom. Vale a pena visitar o site dele (clique aqui).


Para terminar, só queria dizer mais uma vez que amei a visita e espero muitas outras! AMO vocês!



Quarteto fantástico.


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Mamãe og Juju i Norge

Minha mãe e minha irmã foram embora no sábado. É triste se despedir, mas isso faz parte da visita. Prefiro ficar feliz por elas terem vindo e aproveitado tanto.

A visita serviu para matar a saudade e também para mostrar que a Juju, em algum momento do passado, já foi japonesa. Em dez dias, ela tirou 331 fotos!!! Mas não se preocupem, selecionei apenas algumas para postar no blog.

Dividi por lugares visitados. Oslo merece um post próprio porque há muita coisa pra mostrar.


Kongsberg

Eu devo fazer uma propaganda um pouco exagerada de Kongsberg. Minha família achou que estivesse vindo pra perto de onde o viking perdeu as botas. Gente, Kongsberg é pequena, mas tem cara de cidade! Só porque aqui não tem McDonald's não significa que seja o fim do mundo.



Juju e Mamãe na beira do rio.
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Ju pagando mico, querendo imitar a estátua da ponte.


Quem disse que eu não sei cozinhar?? Olha o meu macarrão aí, gente!
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Kongsberg é famosa por uma mina de prata que existe aqui perto. Não visitamos a mina, mas fomos a um museu que tem uma "mini-mina".
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Representação do lugar onde os trabalhadores das minas comiam e dormiam.



É por isso que quem trabalha em minas não deve usar saia.
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Como não podia faltar, fizemos um jantar em casa para as famílias se conhecerem.


Só as mulheres.
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Kjerringvik
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Passamos o fim de semana na casa de praia da irmã do Erik. Tirando o vento, o tempo estava lindo.


Sim, também existe areia na Noruega!



A natureza de Kjerringvik é linda.



Uma das 200 fotos que a Ju tirou das águas-vivas. Discovery Channel total.



Não tenho 80 anos, mas gostei de jogar bocha.


Casa do Munch

A caminho da casa dos pais do Erik, passamos pela casa de Edvard Munch, o pintor mais famoso da Noruega.


Minha mãe e Ju na frente da casa do Munch.


Posando de "O Grito", obra mais famosa do Munch.



Praticamente modelos do Munch.


Horten
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Os pais do Erik moram em Horten, a uma hora e meia daqui. Fomos jantar com eles antes de voltarmos para Kongsberg.

Famílias reunidas mais uma vez.

To be continued...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Na terra de Nobel - Parte 2

Voltei para a Noruega no domingo e já tenho visitas MUITO especiais. Minha mãe e minha irmã chegaram ontem do Brasil e vão passar dez dias comigo!

Mas por enquanto o assunto ainda é Suécia.

De quarta a domingo ficamos na casa de um outro casal escandinavo-latino: Janne (sueco) e Adriana (mexicana). Essa segunda parte da viagem envolveu menos crianças e mais álcool.

Pergunta rápida: quantas marcas de cerveja existem no mundo? Chuta. Eu não faço idéia, mas se você quiser conhecer mais de 2000 delas, vá ao bar Delirium Tremens, em Gotemburgo.

É verdade, esse bar tem cerveja do mundo inteiro. Do Brasil havia quatro: Brahma (que é fácil encontrar na Suécia), Brahma Light, Lokal e a "famosa" Samba do Brasil (???).

Mas o legal é experimentar cervejas "exóticas". O difícil é escolher entre tantas. Na primeira rodada, o Erik tomou a Owusu Dark, de Benin, o Janne tomou uma cerveja impronunciável da Rússia e eu tomei a egípcia Pharaonen. Erik achou que acertou na escolha quando a cerveja chegou e ele leu no rótulo: GOOD FOR LOVE MAKERS.

Owusu, Seaquinevasseusavaesqui e Pharaonen.

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Nenhuma das três é assim uma Bohemia, mas elas dão pro gasto. Na segunda rodada pedimos cervejas de países mais tradicionais, como Inglaterra e Bélgica. Eu provei a belga Delirium Tremens, que dá nome ao bar e foi eleita (pelo menos é o que dizem) a melhor cerveja do mundo. Aparentemente, quem toma sai delirando e vendo elefantinhos rosas. Se não acredita, clique aqui.

Depois disso tudo ainda fomos tomar caipirinhas e comer um belo salmão na casa da Cris (carioca) e do Jörn (alemão). Com direito a assistir episódios de Os Normais no home theater depois do jantar. Muito bom!
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Erik, Cris e Jörn.

Finalmente, no sábado fomos à festa de aniversário de uma amiga do Erik. Tirando o fato de que foi a noite mais fria do verão (10 graus) e estávamos sentados no jardim, a festa foi ótima. Com direito até a cachaça!


Adriana e Janne. Roupinhas básicas de verão, né?


Sim, todos usavam esse chapeuzinho.


Pitú, Original do Brasil. A cachaça "evaporou" rapidinho da garrafa.

Volto depois com notícias e fotinhos da minha família!!! :)
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Beijos!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Na terra de Nobel - Parte 1

Para os cinéfilos
Desde sábado, Erik e eu estamos visitando o país de Ingmar e Ingrid Bergman (que não são parentes, por sinal) e Greta Garbo.


Para os músicos
Desde sábado, Erik e eu estamos visitando o país do ABBA, Roxette, The Cardigans, Eagle-Eye e Neneh Cherry (esses sim são irmãos) e Ace of Base.


Para os bêbados
Desde sábado, Erik e eu estamos visitando o país da Absolut Vodka.


Para os que não fazem idéia do que eu estou falando
Desde sábado, Erik e eu estamos visitando a Suécia.


Sim, estamos na vizinha Suécia, país que produz Volvo, Ericsson, Electrolux, Tetra Pak e diversos famosos filmes pornôs (foi o que me disseram).

Nossa viagem se resume a visitar amigos do Erik. Como ele morou em Gotemburgo durante 14 anos, vocês podem imaginar que nossa agenda está cheia.

No sábado visitamos o Mattias, que muitos amigos meus do Brasil conhecem. Ele e a Mia têm uma filhinha de dois anos e agora eles estão grávidos novamente.


Mattias, Mia e eu.



Linnea, filhinha do casal.


Criança é o que não falta nessa viagem. Aproveitamos para encontrar o Johan e a Patrícia, um casal de amigos que mora em São Paulo, mas que estava de férias aqui. A filhinha deles faz um ano em outubro.



Sienna e seu penteado moicano-natural.


Passamos três dias em Falkenberg, uma cidadezinha a uma hora de Gotemburgo, onde mora a família que foi nos visitar em julho (vide postagem "Visita da Suécia").


Sissel, Fredrik, Johan, eu e Anne.


Erik, eu e Fredrik.
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É em Falkenberg que se encontra a segunda praia mais bonita da Suécia. Lembra um pouco a praia de Santos. Quem já foi a Santos sabe que isso não é exatamente um elogio.


Acho que o Fredrik precisa de uns óculos escuros.



Estrategicamente usando a criança pra esconder a barriga.


Só pra finalizar, ontem vi o filme dos Simpsons. Então adotei a idéia do blog da Cris e "me Simpsonizei". Eis a Mariana Simpson:


Felizmente não nasci em Springfield.

Quando voltar pra Noruega coloco fotos do resto da viagem. Beijos e fiquem com Deus.

domingo, 5 de agosto de 2007

Malas, blues e afins

Hoje é domingo e uma das malas finalmente chegou. A outra ainda não, mas pelo menos já tenho metade das minhas coisas de volta. Segundo a Air France, há mais de mil malas atrasadas e às vezes a etiqueta de identificação se solta. Por isso ontem tive que enviar uma lista de tudo que eu trouxe, para então a Air France passar as malas por um raio-x e encontrar as minhas.

Fazer essa lista dá uma tristeza! Pensar em tudo que você pode ter perdido... Claro que na pior das hipóteses você recebe uma grana. Mas quanto vale um cd do U2 autografado pela banda toda? Não tem preço! Bono, desculpa, na próxima vez eu juro que o cd viaja na bagagem de mão.

Engraçado é que a mala que eu recebi hoje é teoricamente a mais difícil de identificar, pois é igual a todas as outras e tinha basicamente só roupas dentro. A outra tem uma logomarca gigante na frente e duas raquetes de tênis dentro. Vai entender esses franceses!

Mas mudando de assunto...

Ontem passamos a tarde em Notodden, uma cidade aqui perto onde acontece todos os anos um festival de blues. Ao longo do tempo o festival já recebeu nomes como B.B. King e Buddy Guy, mas esse ano eu tive que me contentar com o show de uma banda sueca, que acabou sendo muito bom (e grátis!). Mas nada comparado ao show dos Abluesados, a banda de blues do meu querido amigo Rodolfo (vocês ainda vão ouvir falar dela).


Richard Tehler & The Licktones (de Gotemburgo, Suécia)



Rua principal de Notodden. A paisagem ao fundo parecia uma pintura.


Casal blues. O chapéu era de um amigo do meu cunhado.

Para finalizar, uma lista de coisas vistas em Notodden que não encontramos no Brasil todos os dias:
- um par de Havaianas custando 80 reais (tirando aquelas com tiras de ouro da H.Stern)
- um homem (bêbado) andando pelas ruas fantasiado de coelho (nem no Carnaval!)
- uma banda de blues misturado com heavy metal (isso existe?) chamada Al Jazeera (deveria ser Al-Qaeda, pois era uma verdadeira bomba)
- banheiro químico com papel higiênico (sim, juro que é verdade!)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Sem lenço, sem documento

Algumas pessoas gostam de passar uma tarde em Itapuã. Minhas malas são mais chiques e resolveram passar uma tarde em Paris. O problema é que até hoje não voltaram. Pois é, cheguei à Noruega na segunda-feira à tarde e quando não encontrei as malas fui informada de que elas deveriam chegar à noite. Só esqueci de perguntar "à noite de que dia?"

Hoje de manhã me disseram que as malas foram localizadas e estão realmente em Paris. Menos mal. Mas não há previsão de entrega. Ótimo. Por enquanto vou fazendo minhas comprinhas que serão reembolsadas pela Sra. Air France. Merci beaucoup!

E enquanto não há mais novidades, seguem algumas fotinhos tiradas no Brasil. Infelizmente não consegui ver todo mundo que eu queria. Nem mesmo tirei fotos com todos os amigos que encontrei. Mas todos eles sabem que, apesar da distância, moram no meu coração. De verdade.


Amigo é coisa pra se guardar....ah, não, já tá ficando brega!



Priminho e priminhas. Não esqueçam da "tia" que mora longe, hein! Pensem no futuro mochilão pela Europa!