terça-feira, 25 de novembro de 2008

Do feijão à cabeça de ovelha

Mulher
Você vai gostar
Tô levando uns amigos pra conversar
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Eles vão com uma fome que nem me contem

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Eles vão com uma sede de anteontem

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Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão
E vamos botar água no feijão!

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Foi assim, como descrito por Chico Buarque, que fizemos (fizemos é muita gente, a Lídia fez) uma deliciosa feijoada no sábado retrasado.
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E graças a Deus eu estava fora de casa naquela noite e não participei do jantar que o Erik fez pros seus amigos suecos. Não que eu não goste dos suecos, não é isso! Deixa eu explicar.
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O Erik tem muitos amigos na Suécia, país onde morou durante anos. Por isso ele criou uma tradição (este foi apenas o segundo ano, mas já podemos chamar de tradição) de convidar alguns amigos no mês de novembro para comer um prato bem especial aqui da Noruega: smalahove, que nada mais é do que cabeça de ovelha.
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Mas não é apenas a carne da cabeça fatiada no seu prato. Não! É a própria cabeça inteirinha no seu prato! As imagens abaixo falam mais do que as palavras... (Atenção, tirem as crianças da sala.)




Antes...


...durante...


...e depois. Hummmmm, não sobrou nem o olho. Delícia!


E o pior é que quem come diz que o bicho é gostoso. Até acredito, mas continuo me recusando a comer algo cuja receita diz: "escove os dentes das ovelhas".
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Mudando da ovelha pro bacalhau, termino o post com uma notícia de Portugal. Literalmente uma notícia. O artigo abaixo foi publicado no site oficial da Noruega em Portugal (em português) e no site de empregos da Noruega (em norueguês). Vejam quem está na foto!




Dei uma entrevista a um canal de tv de Portugal quando estive na feira de recrutamento em setembro. O site escreveu o que eu falei na tv, mas o mais engraçado é que o meu português brasileiro foi "traduzido" para o português lusitano. Assim, segundo o site, eu disse coisas como:
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"Testemunhamos, com surpresa, um grande afluxo de engenheiros que querem ir para a Noruega." (Testemunhamos? Afluxo? Será que eu falei isso?)
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"Para além, destes candidatos, escolhemos 35 que os quais estamos a analisar com mais pormenor." (Tenho certeza que usei um gerúndio nesta frase, que foi modificado para "a analisar". E existe algum brasileiro que fale coisas como "para além" ou "com mais pormenor"?).
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Mas enfim, como todos nós famosos sabemos, a mídia adora modificar o que falamos. É o preço da fama.
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:-)
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domingo, 9 de novembro de 2008

Castro & Syrstad na terra de Lennon & McCartney

Mari: "Olha que namorada legal você tem! No meu aniversário vamos para Liverpool ver o seu time de futebol."
Erik: "Ué, no meu aniversário fomos para Madrid e eu te pedi em casamento!"
Mari: "Ok, ok. Estamos quites."
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(Reflexão pós-diálogo: será que me pedir em casamento foi um sacrifício tão grande assim?)
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Parabéns para mim
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Recebi meu primeiro presente logo de manhã. Até hoje não tenho certeza de quem o encomendou, apesar do Erik dizer que foi ele. O presente estava lá fora, cobrindo a cidade inteira. 29 de outubro foi o primeiro dia de neve deste inverno em Kongsberg.
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Sim, a neve é linda. Mas isto também quer dizer que o trânsito para o aeroporto vai estar caótico, já que há muitos motoristas desprevinidos que ainda não trocaram os pneus do carro. (Nos países frios temos pneus de verão e pneus de inverno. Os de inverno têm "mini-preguinhos" que fincam o pneu no gelo e não deixam o carro derrapar. Dirigir na neve com pneus de verão é perigoso e faz com que os carros andem a 20km por hora.)


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Vôo Sandefjord-Londres, trem Londres-Liverpool. Chegamos à cidade dos Beatles depois de muita correria, horas de viagem e espirros do Erik. Estávamos prontos para nosso merecido descanso de 4 dias.
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A viagem, assim como este post, foi "dividida" em duas partes: o Liverpool Football Club, uma das paixões do Erik, e os Beatles, uma das minhas bandas preferidas.
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No país do futebol (sim, o futebol foi inventado na Inglaterra!)
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A idéia de ir para Liverpool surgiu quando eu vi que os Reds (como é chamado o Liverpool Football Club) iriam jogar em casa na quarta-feira, 29 de outubro. Brinquei com o Erik dizendo que seria meu presente de aniversário. Ele levou a sério e nunca deu um presente a alguém com tanto prazer.
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Ver o Liverpool jogar em Anfield Road (nome do estádio) foi obviamente muito mais emocionante do que em Oslo, como eu vi em agosto. Depois de quase sete anos de namoro, já criei um certo amor pelo Liverpool (até porque é o resultado dos jogos do Liverpool que decide o humor do Erik pelo resto da semana, então eu tenho mesmo que torcer pelos Reds).
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Antes que os engraçadinhos façam piadas com o Fluminense, eu continuo tricolor de coração, mas o trânsito para o Maracanã anda muito grande, o que impossibilita meu comparecimento aos jogos.




O jogo foi contra o Portsmouth, e o Liverpool venceu por 1 a 0 com gol do Steven Gerrard, de pênalti. O importante foi que venceu, mas um placar mais ampliado teria sido bom para agitar a torcida e espantar o frio enorme que fazia no estádio. Aliás, a viagem toda foi marcada por aquele típico ar inglês, úmido e gelado.


Steven Gerrard, meu jogador preferido do Liverpool.
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O brasileiro Fábio Aurélio.


Lembram que o Erik apareceu na tv em um jogo do Liverpool em maio? Desta vez nós dois aparecemos na tv vááárias vezes durante a partida. Vejam um exemplo.

Estão vendo meu cachecol (círculo vermelho embaixo do placar)? Imagem super nítida. Aposto que as pessoas me reconheceram na rua após o jogo, mas ficaram tímidas para falar comigo.

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Além de assistir ao jogo, também fizemos um tour pelo estádio.
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"You'll Never Walk Alone", escrito no portão, é uma música da banda Gerry and the Pacemakers (da cidade de Liverpool) que se tornou "hino" do clube. A torcida canta a música inteira no início e no final dos jogos. Nenhum outro time no mundo tem um "grito de guerra" tão forte e emocionante, até os comentaristas esportivos calam a boca para ouvir a música (claro que isso não deve incluir o Galvão Bueno - ele nunca cala a boca). Em agosto em Oslo vi alguns torcedores do Liverpool com essa frase tatuada no braço.
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Erik e a taça de campeões da Europa (Champions League), de 2005.


Vestiário do Liverpool.


A famosa placa "This is Anfield", localizada na saída do vestiário pro campo. Serve para incentivar os jogadores do Liverpool e, principalmente, para intimidar os adversários.


A BBC Sport queria saber minha opinião sobre o jogo. :)
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The Fab Four
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Mesmo o turista mais desavisado não consegue visitar Liverpool sem lembrar do quarteto mais famoso da história da música. Há fotos dos Beatles espalhadas pela cidade inteira, museu dos Beatles, loja dos Beatles, hotel dos Beatles, passeio de ônibus dos Beatles, estátuas dos Beatles, bar dos Beatles. Até um submarino amarelo dos Beatles.


Reconhecem esses meninos atrás de mim? John, Ringo, Paul e George, muito prazer.


O Cavern Club é um dos clubes de rock mais famosos do mundo graças aos Beatles. Eles tocaram lá quase 300 vezes no início da carreira e foi onde conheceram o empresário Brian Epstein. O clube foi fechado na década de 70 e reconstruído anos depois.


No palco do Cavern Club. Além dos Beatles, Rolling Stones, The Who, Oasis e Queen, entre outros, já tocaram aqui. Se essas paredes falassem...


Voltamos ao Cavern no sábado para ver como o clube fica à noite. Havia um artista tocando músicas dos...Beatles!!! Por essa nós não esperávamos!


Em frente ao Cavern Club existe o Cavern Pub, também dedicado aos Beatles, claro. Encontrei meu amigo John por lá.


Em outra rua encontrei a Eleanor Rigby. Para quem não sabe (como o Erik não sabia), Eleanor Rigby é a personagem de uma música dos Beatles com o mesmo nome.


Para quem não sabe (ok, essa o Erik sabia), Penny Lane é uma rua de Liverpool que virou música dos Beatles em 1967. Alguns dos lugares que os Beatles citam na música ainda estão lá.


Para quem não sabe, Strawberry Field era um abrigo do Exército da Salvação que ficava perto da casa de John Lennon e onde ele costumava brincar quando criança. Como todos sabem (ou podem imaginar), ele serviu de inspiração para a música Strawberry Fields Forever.


Casa onde John Lennon morou durante a maior parte do tempo em que viveu na Inglaterra. A mãe dele morreu atropelada bem em frente à casa.
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Museu mais legal que eu já visitei na vida. E olha que eu já fui a museus importantes, como o Louvre e o Museu do Chocolate, na Alemanha.
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Pra terminar
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Para não dizer que eu SÓ mostrei futebol e Beatles, seguem fotos de outras "coisas" de Liverpool.
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Este pássaro, chamado Liver Bird, é o símbolo da cidade e do time de futebol Liverpool (olha eu falando de futebol de novo...). Ele fica de frente para o Rio Mersey.


Albert Dock visto do nosso quarto de hotel. Aqui há vários restaurantes, pubs e o museu dos Beatles (olha eu falando de Beatles de novo...).


No sábado vimos o jogo do Liverpool em um pub e depois fomos ao Cavern Club, a um pub karaoke, a um clube dos anos 70 (foto), a um clube dos anos 80 e a um clube dos anos 90. Ufa!


Bebi demais e acabei sendo presa. (Isso é o que eu chamo de policiais brilhantes!)


O taxi que nos levou ao aeroporto não era super fashion?
Às vezes eu esquecia que estava na Inglaterra e levava um susto quando via um carro andando sem motorista no banco esquerdo.
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Como perceberam, foi difícil selecionar as fotos para o blog e acabei mostrando quase todas. Realmente esse foi um aniversário inesquecível.
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E perguntem que banda eu passei a semana inteira ouvindo no iPod? :)
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Até a próxima!
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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Minha nada mole vida (ou não)

Eu tenho trabalhado muito. Muito mesmo, até demais. De estar tão podre na sexta-feira que ficar deitada no sofá se tornou um programão. Mas ok, melhor não reclamar. Também tenho meus momentos de diversão no trabalho.

No início de outubro, por exemplo, fizemos um teambuilding, uma atividade que acontece todos os anos com o objetivo de entrosar o departamento. Desta vez viajamos para uma casa na montanha e passamos uma noite bem agradável.


Começamos na banheira de hidromassagem. Quer melhor maneira de entrosar as pessoas? :)


Jantar para doze! Minha tarefa era fazer a entrada. Preparei salmão com ovos e molho de caviar. Ficou bonito e, principalmente, gostoso.


Sobremesa explosiva!


Até parece...


A noite terminou em volta da fogueira. Cantamos Beatles, Elvis, até Garota de Ipanema! O que alguns strawberry daiquiris não fazem com as pessoas?!?
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No sábado seguinte convidei alguns amigos do trabalho para jantar aqui em casa. Fizemos um raclette que ficou maravilhoso!
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Raclette na mesa. Delícia!


O Henrik é um fofo. Meu vizinho no trabalho (o escritório dele é em frente ao meu).


Kristin e Ann-Kristin, minhas amigas mais íntimas na FMC.


E o pessoal todo reunido.


Corta o álcool da menina!


Os meninos terminaram a noite em companhia de amigos cubanos.
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E continuo misturando trabalho e diversão. Afinal, como dizem os Titãs, a gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade. :)
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Até a próxima.
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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ora pois!

Três meses após minha primeira visita ao país de Cabral, voltei à terrinha com o pessoal da FMC. Passamos cinco dias a trabalho em Lisboa, participando de um evento de recrutamento e entrevistando engenheiros à procura de emprego na Noruega.

Aliás, esse tal de gerúndio (participando, entrevistando...) não é nada popular na terra de Camões. Melhor dizer que passamos dias a participar de um evento e a entrevistar engenheiros. Agora estou a falar da maneira correcta.

Desta vez tive mais tempo de passear pela cidade e "turistar" um pouco. Também tive tempo (mesmo que tenha sido rapidinho) de encontrar meus queridos amigos Fernandinha e Ramon (recém-chegados a Lisboa) e Gustavo (que está a mudar-se da cidade). Foi muito giro!
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Feira de emprego

A população da Noruega é pequena e o desemprego é quase zero. As empresas crescem, precisam de mão-de-obra, mas muitas vezes não conseguem encontrá-la sem cruzar as fronteiras. Na terra do Roberto Leal há muitos engenheiros bons a buscar uma oportunidade melhor. É o casamento perfeito.

Mas a missão não foi fácil. Passar dez horas em pé a conversar com dezenas de gajos e raparigas e a responder perguntas sobre a FMC e a Noruega foi muito cansativo.


Pessoal da FMC no evento.


Com minha amiga Kristin depois de um longo dia.
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Benfica X Sporting
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Um dos maiores clássicos do futebol do país do Cristiano Ronaldo. É claro que não pude perder a oportunidade de ir ao jogo! Torci pelo Benfica, por ser o time da casa e, principalmente, por ser o time do meu avô. Deu certo e os vermelhos venceram por dois a zero.


Estádio da Luz, do Benfica. Foto tirada de manhã, quando comprei os ingressos.


Foto tirada com o celular, já que máquina com objetiva era proibida e tive que deixar a minha no bengaleiro.
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Em alguns aspectos torcida de futebol é sempre igual. O juiz, coitado, é alvo de xingamentos no mundo inteiro. Mas em alguns aspectos torcida de futebol é diferente. Talvez tenha sido apenas coincidência, mas os torcedores do Estádio da Luz pareceram ser mais educados (pelo menos aqueles sentados ao meu lado). Lembro de gritos como "Falta, ó pá!" e "Cartão, palhaço!". A Sra. Mãe do Juiz agradece.
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Mas a melhor frase do jogo foi de um cartaz: "Quim, dá-me tua camisola!" Por um momento imaginei o guarda-redes do Benfica (Quim) a vestir uma sexy lingerie, mas é claro que percebi logo que camisola, na terra do Luis Figo, é apenas uma camisa normal.
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Quem também estava no jogo era a Fernandinha, minha colega de IBM, e o namorido dela, Ramon. Os dois se mudaram para Lisboa há dois meses e já viraram benfiquistas. Comemos uma tosta mista juntos depois da partida.
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Eu, Fernandinha e Ramon nos Restauradores.
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Turistas
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Após dois dias de evento e de acordar cedo no domingo para entrevistar candidatos, o que eu mais queria era curtir o sol e passear pela cidade. Saímos todos para conhecer o Castelo de São Jorge. Depois as mulheres foram para o shopping e eu fui explorar Belém com o Jørn.
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Castelo de São Jorge.


Nas torres do Castelo.


Torre de Belém.


Vista da Torre de Belém.


Terra à vista! Padrão do Descobrimento, de onde saíram as caravelas rumo ao Novo Mundo.



Na terra do bolinho de bacalhau não se pode deixar de comer o famoso pastel de Belém.


Depois de dias exaustivos de evento e entrevistas, levei os gringos a uma churrascaria brasileira. Afinal, na terra de Fernando Pessoa, tudo vale a pena quando a caipirinha não é pequena.
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Amigos
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Antes de ir embora ainda tive tempo de visitar Fernandinha, Ramon e Gustavo, amigos do Brasil que se mudaram para o país do Saramago.
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Jantar com o casal. Adorei ver como eles estão felizes com a nova vida.


Visita de médico ao Guto, só mesmo para dar um oi.
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A viagem foi exaustiva (muito!), mas valeu a pena, tanto profissional quanto pessoalmente. Acho que todos os brasileiros se sentem um pouco em casa na terra dos nossos descobridores. E eu, com meus 25% de sangue lusitano, fico a torcer por uma outra oportunidade de visitar Portugal.
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